A meta deste blog é evangelizar, divulgar a música clássica, contemporânea, religiosa e cívica, contribuindo com a educação e formação da consciência e da cidadania. Dedico-o ao Divino Pai Eterno e Nossa Senhora Aparecida.
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21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - 23/08/2015
ACESSE OS LINKS PARA VER A LITURGIA DO 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
1 - http://liturgia.cancaonova.com/
2 - http://www.franciscanos.org.br/?p=20963
3 - PROPRIEDADE: Dehonianos.org – www.dehonianos.org
http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=372
EVANGELHO – Jo 6,60-69
1 - http://liturgia.cancaonova.com/
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A fé em Jesus exige decisão:
1ª Leitura: Js 24,1-2ª.15-17.18b
Sl 33
2ª Leitura: Ef 5,21-32
Evangelho: Jo 6,60-69
Bíblia Sagrada – Edição Pastoral
-* 60 Depois que ouviram essas coisas, muitos discípulos de Jesus disseram: «Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?» 61 Jesus sabia que seus discípulos estavam criticando o que ele tinha dito. Então lhes perguntou: «Isso escandaliza vocês? 62 Imaginem então se vocês virem o Filho do Homem subir para o lugar onde estava antes! 63. O Espírito é que dá a vida, a carne não serve para nada. As palavras que eu disse a vocês são espírito e vida. 64 Mas entre vocês há alguns que não acreditam.» Jesus sabia desde o começo quais eram aqueles que não acreditavam e quem seria o traidor. 65 E acrescentou: «É por isso que eu disse: ‘Ninguém pode vir a mim, se isso não lhe é concedido pelo Pai.’ « 66 A partir desse momento, muitos discípulos voltaram atrás, e não andavam mais com Jesus. 67 Então Jesus disse aos Doze: «Vocês também querem ir embora?» 68 Simão Pedro respondeu: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69 Agora nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo de Deus.»
* 60-71: As palavras de Jesus provocam resistência e desistência até entre os discípulos. Muitos conservam a idéia de um Messias Rei, e não querem seguir Jesus até à morte, entendida por eles como fracasso. E não assumem a fé por medo de se comprometerem. Os Doze apóstolos, porém, aceitam a proposta de Jesus e o reconhecem como Messias, dando-lhe sua adesão e aceitando suas exigências.
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
3 - PROPRIEDADE: Dehonianos.org – www.dehonianos.org
http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=372
A liturgia do 21º
Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência
pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses
valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada
homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha.
Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a
escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe
claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do
Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu
Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz.
O Evangelho coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com
opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da
lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a
glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de
Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do
dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida
eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os
tempos.
Na segunda leitura, Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem
consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o
espaço da relação familiar tem de ser o lugar onde se manifestam os valores de
Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a
sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união
de Cristo com a sua Igreja.
TEXTO EM PORTUGUÊS ORIGINAL - SEM ALTERAÇÕES - www.dehonianos.org
LEITURA I – Jos 24,1-2a.15-17.18b
Leitura do Livro de
Josué
Naqueles dias,
Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém.
Convocou os anciãos de Israel,
os chefes, os juízes e os magistrados,
que se apresentaram diante de Deus.
Josué disse então a todo o povo:
«Se não vos agrada servir o Senhor,
escolhei hoje a quem quereis servir:
se os deuses que os vossos pais serviram no outro lado do rio,
se os deuses dos amorreus em cuja terra habitais.
Eu e a minha família serviremos o Senhor».
Mas o povo respondeu:
«Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses;
porque o Senhor é o nosso Deus,
que nos fez sair, a nós e a nossos pais,
da terra do Egipto, da casa da escravidão.
Foi Ele que, diante dos nossos olhos,
realizou tão grandes prodígios
e nos protegeu durante o caminho que percorremos
entre os povos por onde passámos.
Também nós queremos servir o Senhor,
porque Ele é o nosso Deus».
AMBIENTE
O Livro de Josué
(de onde é tirada a nossa primeira leitura) abarca uma parte do séc. XII a.C.,
desde a época da entrada na Terra Prometida das tribos do Povo de Deus
libertadas do Egipto, até à morte de Josué. O livro oferece-nos uma visão muito
simplificada da ocupação de Canaan: as doze tribos, unidas sob a liderança de
Josué, realizaram várias expedições militares fulgurantes e apoderaram-se,
quase sem oposição, de todo o território anteriormente nas mãos dos cananeus…
Historicamente, contudo, as coisas não se passaram nem de forma tão fácil, nem
de forma tão linear: é mais verosímil a versão apresentada no Livro dos Juízes
e que fala de uma conquista lenta e difícil (cf. Jz 1), incompleta (cf. Jz
13,1-6; 17,12-16), que não foi obra de um povo unido à volta de um chefe único,
mas de tribos que fizeram a guerra isoladamente.
O Livro de Josué, antes de ser um livro de história, é um livro de catequese. O
objectivo dos autores deuteronomistas que o escreveram era destacar o poder
imenso de Jahwéh, posto ao serviço do seu Povo: foi Deus (e não a capacidade
militar das tribos) que, com os seus prodígios, ofereceu a Israel a Terra
Prometida; ao Povo resta-lhe aceitar os dons de Deus e responder-Lhe com a
fidelidade à Aliança e aos mandamentos.
O texto que nos é hoje proposto situa-nos na fase final da vida de Josué.
Sentindo aproximar-se a morte, Josué teria reunido em Siquém (no centro do
país) os líderes das diversas tribos do Povo de Deus e ter-lhes-ia proposto uma
renovação do seu compromisso com Jahwéh. De acordo com Jos 24,15, Josué teria
colocado as coisas da seguinte forma: “escolhei hoje a quem quereis servir…
porque eu e a minha casa serviremos o Senhor”.
Na versão do autor deuteronomista a quem devemos esta notícia, Josué parece
dirigir-se a um grupo de tribos que partilha uma fé comum em Jahwéh. Estaremos
diante de uma assembleia que reúne essas “doze tribos” que, mais tarde (na
época de David) vão constituir uma unidade nacional? Alguns biblistas pensam
que não. Entre as tribos presentes não estaria certamente a tribo de Judá, já
que os contactos entre Judá e a “casa de José” só se estabeleceram na época do
rei David. A “casa” de Josué a que o texto se refere é certamente constituída
pelas tribos do centro do país – Efraim, Benjamim e Manassés – que há muito
tempo tinham aderido a Jahwéh e à Aliança. E as outras tribos, convidadas a
comprometer-se com Jahwéh? Provavelmente, o convite a escolher entre “o Senhor”
e os outros deuses (cf. Jos 24,14) dirige-se às tribos do norte do país que,
sem dúvida, não abandonaram a Palestina desde a época dos patriarcas (e que,
portanto, não viveram a experiência do Egipto, nem fizeram a experiência de encontro
com Jahwéh, o Deus libertador).
Talvez a “assembleia de Siquém” referida em Jos 24 seja a primeira tentativa
histórica de estabelecer laços entre as tribos do centro da Palestina (Efraim,
Benjamim e Manassés – as tribos que viveram a experiência do Egipto, a
libertação, a caminhada pelo deserto e a Aliança com Jahwéh) e as tribos do
norte (Issacar, Zabulón, Neftali, Asher e Dan – tribos que nem sequer estiveram
no Egipto). A ligação far-se-ia à volta de uma fé comum num mesmo Deus. A união
das diversas tribos do norte e do centro não se deu, contudo, de uma vez; mas
foi uma caminhada lenta e progressiva, que só se completou muito tempo depois
de Josué.
O ponto de partida para o texto que nos é proposto é o facto histórico em si
(provavelmente, uma assembleia em Siquém, onde Josué propôs às tribos do norte
que aceitassem Jahwéh como seu Deus). No entanto, o autor deuteronomista
responsável por este texto pegou na notícia histórica e transformou-a numa
catequese sobre o compromisso que Israel assumiu para com Jahwéh. O seu
objectivo é convidar os israelitas da sua época (séc. VII a.C.) a não se
deixarem seduzir por outros deuses e a manterem-se fiéis à Aliança.
MENSAGEM
Estamos, portanto,
em Siquém, com “todas as tribos de Israel” (vers. 1) reunidas à volta de Josué.
Na interpelação que dirige às tribos, Josué começa por elencar alguns momentos
capitais da história da salvação, mostrando ao Povo como Jahwéh é um Deus em
quem se pode confiar; as suas acções salvadoras e libertadoras em favor de
Israel são uma prova mais do que suficiente do seu poder e da sua fidelidade
(cf. Jos 24,2-13).
Depois dessa introdução, Josué convida os representantes das tribos presentes a
tirarem as devidas consequências e a fazerem a sua opção. É necessário escolher
entre servir esse Senhor que libertou Israel da opressão, que o conduziu pelo
deserto e que o introduziu na Terra Prometida, ou servir os deuses dos
mesopotâmios e os deuses dos amorreus. Josué e a sua família já optaram: eles
escolheram servir Jahwéh (vers. 15).
A resposta do Povo é a esperada. Todos manifestam a sua intenção de servir o
Senhor, em resposta à sua acção libertadora e à sua protecção ao longo da
caminhada pelo deserto (vers. 16-18). Israel compromete-se a renunciar a outros
deuses e a fazer de Jahwéh o seu Deus.
A aceitação de Jahwéh como Deus de Israel é apresentada, não como uma obrigação
imposta a um grupo de escravos, mas como uma opção livre, feita por pessoas que
fizeram uma experiência de encontro com Deus e que sabem que é aí que está a
sua realização e a sua felicidade. Depois de percorrer com Jahwéh os caminhos
da história, Israel constatou, sem margem para dúvidas, que só em Deus pode
encontrar a liberdade e a vida em plenitude.
ACTUALIZAÇÃO
¨ O problema
fundamental posto pelo autor do nosso texto é o das opções: “escolhei hoje a
quem quereis servir” – diz Josué ao Povo reunido. É uma questão que nunca
deixará de nos ser posta… Ao longo da nossa caminhada pela vida, vamos fazendo
a experiência do encontro com esse Deus libertador e salvador que Israel
descobriu na sua marcha pela história; mas encontramo-nos também, muito
frequentemente, com outros deuses e outras propostas que parecem garantir-nos a
vida, o êxito, a realização, a felicidade e que, quase sempre, nos conduzem por
caminhos de escravidão, de dependência, de desilusão, de infelicidade. A
expressão “escolhei hoje a quem quereis servir” interpela-nos acerca da nossa
servidão ao dinheiro, ao êxito, à fama, ao poder, à moda, às exigências dos
valores que a opinião pública consagrou, ao reconhecimento público…
Naturalmente, nem todos os valores do mundo são geradores de escravidão ou
incompatíveis com a nossa opção por Deus… Temos, no entanto, que repensar
continuamente a nossa vida e as nossas opções, a fim de não corrermos atrás de
falsos deuses e de não nos deixarmos seduzir por propostas falsas de realização
e de felicidade. O verdadeiro crente sabe que não pode prescindir de Deus e das
suas propostas; e sabe que é nesse Deus que nunca desilude aqueles que n’Ele
confiam que pode encontrar a sua realização plena.
¨ Israel
aceitou “servir o Senhor” e comprometer-se com Ele, não por obrigação, mas pela
convicção de que era esse o caminho para a sua felicidade. Por vezes, Deus é
visto como um concorrente do homem e os seus mandamentos como uma proposta que
limita a liberdade e a independência do homem… Na verdade, o compromisso com
Deus e a aceitação das suas propostas não é um caminho de servidão, mas um
caminho que conduz o homem à verdadeira liberdade e à sua realização plena. O
caminho que Deus nos propõe – caminho que somos livres de aceitar ou não – é um
caminho que nos liberta do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência, da
escravidão dos bens materiais e que nos projecta para o amor, para a partilha,
para o serviço, para o dom da vida, para a verdadeira felicidade.
¨ Josué, o
líder da comunidade do Povo de Deus, tem um papel fundamental no sentido de
interpelar o Povo e de testemunhar a sua opção por Deus. Não é um líder que diz
belas palavras e apresenta belas propostas, mas que desmente com a vida aquilo
que diz… É um líder plenamente comprometido com Deus e que testemunha, com a
própria vida, essa opção. Josué poderia ser um exemplo para todos aqueles que
têm responsabilidades na condução da comunidade do Povo de Deus em marcha pela
história. O seu exemplo convida aqueles que presidem à comunidade do Povo de
Deus a serem uma voz de Deus que interpela e que questiona aqueles que caminham
ao seu lado; e convida também os responsáveis pelas comunidades cristãs a
testemunharem com a própria vida aquilo que ensinam ao Povo.
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 33 (34)
Refrão: Saboreai e
vede como o Senhor é bom.
A toda a hora
bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.
Os olhos do Senhor
estão voltados para os justos
e os ouvidos atentos aos seus rogos.
A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da terra a sua memória.
Os justos clamaram
e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.
O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.
Muitas são as
tribulações do justo,
mas de todas elas o livra o Senhor.
Guarda todos os seus ossos,
nem um só será quebrado.
A maldade leva o
ímpio à morte,
os inimigos do justo serão castigados.
O Senhor defende a vida dos seus servos,
não serão castigados os que n’Ele se refugiam.
LEITURA II – Ef 5,21-32
Leitura da Epístola
do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos:
Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo.
As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor,
porque o marido é a cabeça da mulher,
como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo,
do qual é o Salvador.
Ora, como a Igreja se submete a Cristo,
assim também as mulheres
se devem submeter em tudo aos maridos.
Maridos, amai as vossas mulheres,
como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela.
Ele quis santificá-la,
purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida,
para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória,
sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante,
mas santa e imaculada.
Assim devem os maridos amar as suas mulheres,
como os seus corpos.
Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo,
antes o alimenta e lhe presta cuidados,
como Cristo à Igreja;
porque nós somos membros do seu Corpo.
Por isso, o homem deixará pai e mãe,
para se unir à sua mulher,
e serão dois numa só carne.
É grande este mistério,
digo-o em relação a Cristo e à Igreja.
AMBIENTE
Continuamos a ler a
parte moral e parenética da Carta aos Efésios (cf. Ef 4,1-6,20). Nessa parte,
Paulo lembra aos crentes a opção que fizeram no dia do seu Baptismo e que os
obriga a viver como Homens Novos, à imagem de Jesus.
A vida desse Homem Novo que deixou as trevas e escolheu a luz deve traduzir-se
em atitudes concretas. Por isso, Paulo enumera, a dado passo da sua reflexão,
um conjunto de normas de conduta, através das quais se deve manifestar a opção
que o crente assumiu no dia do seu Baptismo.
Na secção de Ef 5,21-6,9 (a que o texto que hoje nos é proposto pertence),
Paulo apresenta as normas que devem reger as relações familiares. De forma
especial, Paulo refere-se aos deveres dos esposos, seguramente porque vê na sua
união uma figura da união de Cristo com a sua Igreja. Trata-se de um dos temas
mais importantes da teologia desenvolvida na Carta aos Efésios.
MENSAGEM
O nosso texto
começa com um princípio geral que deve regular as relações entre os diversos
membros da família cristã: “sede submissos uns aos outros no temor de Cristo”
(Ef 5,21). O “ser submisso” expressa aqui a condição daquele que está
permanentemente numa atitude de serviço simples e humilde, sem deixar que a sua
relação com o irmão seja dominada pelo orgulho ou marcada por atitudes de prepotência.
A expressão “no temor de Cristo” recorda aos crentes que o Cristo do amor, do
serviço, da partilha é o exemplo e o modelo que eles devem ter sempre diante
dos olhos.
Depois, Paulo dirige-se aos vários membros da família e propõe-lhes normas
concretas de conduta. O texto que nos é proposto, contudo, apenas conservou a
parte que se refere à relação dos esposos um com o outro (na continuação, Paulo
falará também da conduta dos filhos para com os pais, dos pais para com os
filhos, dos senhores para com os escravos e dos escravos para com os senhores –
cf. Ef 6,1-9).
Às mulheres, Paulo pede a submissão aos maridos, porque “o marido é a cabeça da
mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu corpo” (vers. 23). Esta afirmação
– que, à luz da nossa sensibilidade e dos nossos esquemas mentais modernos
parece discriminatória – deve ser entendida no contexto sócio-cultural da
época, onde o homem aparece como a referência suprema da organização do núcleo
familiar. De qualquer forma, a “submissão” de que Paulo fala deve ser sempre
entendida no sentido do amor e do serviço e não no sentido da escravidão.
Aos maridos, Paulo recomenda que amem as suas esposas, “como Cristo amou a
Igreja e Se entregou por ela” (vers. 25). Não se trata de um amor qualquer, mas
de um amor igual ao de Cristo pela sua comunidade – isto é, de um amor generoso
e total, que é capaz de ir até ao dom da própria vida. Para Paulo, portanto, o
amor dos maridos pelas esposas deve ser um amor completamente despido de
qualquer sinal de egoísmo e de prepotência; e deve ser um amor cheio de
solicitude, que se manifesta em atitudes de generosidade, de bondade e de
serviço, que se faz dom total à pessoa a quem se ama.
Neste contexto, Paulo desenvolve a sua teologia da relação entre Cristo e a
Igreja, para depois tirar daí as devidas consequências para a união dos esposos
cristãos… Cristo santificou a Igreja, purificando-a “no baptismo da água pela
palavra da vida” (vers. 26). Há aqui, certamente, uma alusão ao baptismo
cristão (inspirada, provavelmente, nas cerimónias preparatórias do matrimónio,
que contemplavam o “banho” da noiva antes de se apresentar diante do noivo),
pelo qual Cristo edifica a sua comunidade e a purifica do pecado. O Baptismo é
o momento em que Cristo oferece a vida plena à sua Igreja e em que a Igreja se
compromete com Cristo numa comunidade de amor. A partir desse momento, Cristo e
a Igreja formam um só corpo… Como Cristo e a Igreja formam um só corpo, do
mesmo modo marido e esposa, comprometidos numa comunidade de amor, formam um só
corpo: “por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e serão
dois numa só carne” (vers. 31). A expressão “uma só carne” aqui usada por Paulo
não alude só à união carnal dos esposos, mas a toda a sua vida conjugal, feita
de um empenho quotidiano na vivência do amor, da fidelidade e da partilha de
toda a existência.
Este paralelismo estabelecido por Paulo entre a união de Cristo e da Igreja e o
amor que une os esposos dá um significado especial ao casamento cristão: a
vocação dos esposos é anunciar e testemunhar, com o seu amor e a sua união, o
amor de Cristo pela sua Igreja. Dito de outra forma: a união dos esposos
cristãos deve ser, aos olhos do mundo, um sinal e um reflexo do “mistério” de
amor que une Cristo e a Igreja.
ACTUALIZAÇÃO
¨ O compromisso
com Jesus e com a proposta de vida nova que Ele veio apresentar mexe com a
totalidade da vida do homem e tem consequências em todos os níveis da
existência, nomeadamente ao nível da relação familiar. Para o seguidor de
Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser também o lugar onde se
manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de
amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a
ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja. “Os esposos, feitos à
imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam
unidos em comunhão de afecto e de pensamento e com mútua santidade de modo que,
seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem, pela fidelidade do seu amor,
através das alegrias e sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério
de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e ressurreição” (Gaudium et
Spes, 52).
¨ Para Paulo,
o amor que une o marido e a esposa deve ser um amor como o de Cristo pela sua
Igreja. Desse amor devem, portanto, estar ausentes quaisquer sinais de egoísmo,
de prepotência, de exploração, de injustiça… Deve ser um amor que se faz doação
total ao outro, que é paciente, que não é arrogante nem orgulhoso, que
compreende os erros e as falhas dos outro, que tudo desculpa, tudo crê, tudo
espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13,4-7).
¨ Para Paulo,
o amor que une a esposa e o marido deve ser um amor que se faz serviço simples
e humilde. Não se trata de exigir submissão de um a outro, mas trata-se de
pedir que os crentes manifestem total disponibilidade para servir e para dar a
vida, sem esperar nada em troca. Trata-se de seguir o exemplo de Cristo que não
veio para afirmar a sua superioridade e para ser servido, mas para servir e dar
vida. O matrimónio cristão não pode tornar-se uma competição para ver quem tem
mais direitos ou mais obrigações, mas uma comunhão de vida de pessoas que, a
exemplo de Cristo, fazem da sua existência uma partilha e um serviço a todos os
irmãos que caminham ao seu lado.
¨ Paulo
utiliza, neste texto, a propósito das mulheres, uma palavra que não devemos
absolutizar: “submissão”. Esta palavra deve ser entendida no contexto
sócio-cultural da época, em que o marido era considerado a referência
fundamental da ordem familiar. É claro que, nos dias de hoje, Paulo não teria
usado este termo para falar da relação da esposa com o marido. A afirmação de
Paulo não pode servir para fundamentar qualquer tipo de discriminação contra as
mulheres… Aliás, Paulo dirá, noutras circunstâncias, que “não há judeu nem
grego, não há escravo nem livre, não há homem e mulher, porque todos sois um só
em Cristo Jesus” (Gal 3,28).
ALELUIA – cf. Jo 6,63c.68c
Aleluia. Aleluia.
As vossas palavras,
Senhor, são espírito e vida:
Vós tendes palavras de vida eterna.
Evangelho de Nosso
Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram:
«Estas palavras são duras.
Quem pode escutá-las?»
Jesus, conhecendo interiormente
que os discípulos murmuravam por causa disso,
perguntou-lhes:
«Isto escandaliza-vos?
E se virdes o Filho do homem
subir para onde estava anteriormente?
O espírito é que dá vida,
a carne não serve de nada.
As palavras que Eu vos disse são espírito e vida.
Mas, entre vós, há alguns que não acreditam».
Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início,
quais eram os que não acreditavam
e quem era aquele que O havia de entregar.
E acrescentou:
«Por isso é que vos disse:
Ninguém pode vir a Mim,
se não lhe for concedido por meu Pai».
A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se
e já não andavam com Ele.
Jesus disse aos Doze:
«Também vós quereis ir embora?»
Respondeu-Lhe Simão Pedro:
«Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.
Nós acreditamos
e sabemos que Tu és o Santo de Deus».
AMBIENTE
Estamos no final do
episódio que começou com a multiplicação dos pães e dos peixes (cf. Jo 6,1-15)
e que continuou com o “discurso do pão da vida” (cf. Jo 6,22-59). Trata-se de
um episódio atravessado por diversos equívocos e onde se manifesta a
perplexidade e a confusão daqueles que escutam as palavras de Jesus… A multidão
esperava um messias rei que lhe oferecesse uma vida confortável e pão em
abundância e Jesus mostrou que não veio “dar coisas”, mas oferecer-Se a Ele
próprio para que a humanidade tivesse vida; a multidão esperava de Jesus uma
proposta humana de triunfo e de glória e Jesus convidou-a a identificar-se com
Ele e a segui-l’O no caminho do amor e do dom da vida até à morte… Os
interlocutores de Jesus perceberam claramente que Jesus os tinha colocado
diante de uma opção fundamental: ou continuar a viver numa lógica humana,
virada para os bens materiais e para as satisfações mais imediatas, ou o
assumir a lógica de Deus, seguindo o exemplo de Jesus e fazendo da vida um dom
de amor para ser partilhado. Instalados nos seus esquemas e preconceitos,
presos a aspirações e sonhos demasiado materiais, desiludidos com um programa
que lhes parecia condenado ao fracasso, os interlocutores de Jesus recusaram-se
a identificar-se com Ele e com o seu programa.
O nosso texto mostra-nos a reacção negativa de “muitos discípulos” às propostas
que Jesus faz. Nem todos os discípulos estão dispostos a identificar-se com
Jesus (“comer a sua carne e beber o seu sangue”) e a oferecer a sua vida como
dom de amor que deve ser partilhado com toda a humanidade. Temos de situar esta
“catequese” no contexto em que vivia a comunidade joânica, nos finais do séc.
I… A comunidade cristã era discriminada e perseguida; muitos discípulos afastavam-se
e trilhavam outros caminhos, recusando-se a seguir Jesus no caminho do dom da
vida. Muitos cristãos, confusos e perplexos, perguntavam: para ser cristão é
preciso percorrer um caminho tão radical e de tanta exigência? A proposta de
Jesus será, efectivamente, um caminho de vida plena, ou um caminho de fracasso
e de morte? É a estas questões que o “catequista” João vai tentar responder.
MENSAGEM
A perícopa
divide-se em duas partes. A primeira (vers. 60-66) descreve o protesto de um
grupo de discípulos face às exigências de Jesus; a segunda (vers. 67-69)
apresenta a resposta dos Doze à proposta que Jesus faz. Estes dois grupos (os
“muitos discípulos” da primeira parte e os “Doze” da segunda parte) representam
duas atitudes distintas face a Jesus e às suas propostas.
Para os “discípulos” de que se fala na primeira parte do nosso texto, a
proposta de Jesus é inadmissível, excessiva para a força humana (vers. 60).
Eles não estão dispostos a renunciar aos seus próprios projectos de ambição e
de realização humana, a embarcar com Jesus no caminho do amor e da entrega, a
fazer da própria vida um serviço e uma partilha com os irmãos. Esse caminho
parece-lhes, além de demasiado exigente, um caminho ilógico. Confrontados com a
radicalidade do caminho do Reino, eles não estão dispostos a arriscar.
Na resposta à objecção desses “discípulos”, Jesus assegura-lhes que o caminho
que propõe não é um caminho de fracasso e de morte, mas é um caminho destinado
à glória e à vida eterna. A “subida” do Filho do Homem, após a morte na cruz,
para reentrar no mundo de Deus, será a “prova provada” de que a vida oferecida
por amor conduz à vida em plenitude (vers. 61-62). Esses “discípulos” não estão
dispostos a acolher a proposta de Jesus porque raciocinam de acordo com uma
lógica humana, a lógica da “carne”; só o dom do Espírito possibilitará aos
crentes perceber a lógica de Jesus, aderir à sua proposta e seguir Jesus nesse
caminho do amor e da doação que conduz à vida (vers. 63).
Na realidade, esses discípulos que raciocinam segundo a lógica da “carne”
seguem Jesus pelas razões erradas (a glória, o poder, a fácil satisfação das
necessidades materiais mais básicas). A sua adesão a Jesus é apenas exterior e
superficial. Jesus tem consciência clara dessa realidade. Ele sabe até que um dos
“discípulos” O vai trair e entregar nas mãos dos líderes judaicos (vers. 64).
De qualquer forma, Jesus encara a decisão dos discípulos com tranquilidade e
serenidade. Ele não força ninguém; apenas apresenta a sua proposta – proposta
radical e exigente – e espera que o “discípulo” faça a sua opção, com toda a
liberdade.
Em última análise, a vida nova que Jesus propõe é um dom de Deus, oferecido a
todos os homens (vers. 65). O termo deste movimento que o Pai convida o
“discípulo” a fazer é o encontro com Jesus e a adesão ao seu projecto. Se o
homem não está aberto à acção do Pai e recusa os dons de Deus, não pode
integrar a comunidade dos discípulos e seguir Jesus.
A primeira parte da cena termina com a retirada de “muitos discípulos” (vers.
66). O programa exposto por Jesus, que exige a renúncia às lógicas humanas de
ambição e de realização pessoal, é recusado… Esses “discípulos” mostram-se
absolutamente indisponíveis para percorrer o caminho de Jesus.
Confirmada a deserção desses “discípulos”, Jesus pede ao grupo mais restrito
dos “Doze” que façam a sua escolha: “também vós quereis ir embora?” (vers. 67).
Repare-se que Jesus não suaviza as suas exigências, nem atenua a dureza das
suas palavras… Ele está disposto a correr o risco de ficar sem discípulos, mas
não está disposto a prescindir da radicalidade do seu projecto. Não é uma
questão de teimosia ou de não querer dar o braço a torcer; mas Jesus está
seguro que o caminho que Ele propõe – o caminho do amor, do serviço, da
partilha, da entrega – é o único caminho por onde é possível chegar à vida
plena… Por isso, Ele não pode mudar uma vírgula ao seu discurso e à sua
proposta. O caminho para a vida em plenitude já foi claramente exposto por
Jesus; resta agora aos “discípulos” aceitá-lo ou rejeitá-lo.
Confrontados com esta opção fundamental, os “Doze” definem claramente o caminho
que querem percorrer: eles aceitam a proposta de Jesus, aceitam segui-l’O no
caminho do amor e da entrega. Quem responde em nome do grupo (uso do plural) é
Simão Pedro: “Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”
(vers. 68). A comunidade reconhece, pela voz de Pedro, que só no caminho
proposto por Jesus encontra vida definitiva. Os outros caminhos só geram vida
efémera e parcial e, com frequência, conduzem à escravidão e à morte; só no
caminho que Jesus acabou de propor (e que “muitos” recusaram) se encontra a
felicidade duradoura e a realização plena do homem (vers. 68).
É porque reconhece em Jesus o único caminho válido para chegar à vida eterna
que a comunidade dos “Doze” adere ao que Ele propõe (“cremos” – vers. 69a). A
“fé” (adesão a Jesus) traduz-se no seguimento de Jesus, na identificação com
Ele, no compromisso com a proposta que Ele faz (“comer a carne e beber o
sangue” que Jesus oferece e que dão a vida eterna).
A resposta posta na boca de Pedro é precisamente a resposta que a comunidade
joânica (a tal comunidade que vive a sua fé e o seu compromisso cristão em
condições difíceis e que, por vezes, tem dificuldade em renunciar à lógica do
mundo e apostar na radicalidade do Evangelho de Jesus) é convidada a dar:
“Senhor, as tuas propostas nem sempre fazem sentido à luz dos valores que
governam o nosso mundo; mas nós estamos seguros de que o caminho que Tu nos
indicas é um caminho que leva à vida eterna. Queremos escutar as tuas palavras,
identificar-nos contigo, viver de acordo com os valores que nos propões,
percorrer contigo esse caminho do amor e da doação que conduz à vida eterna.
ACTUALIZAÇÃO
¨ O Evangelho
deste domingo põe claramente a questão das opções que nós, discípulos de Jesus,
somos convidados a fazer… Todos os dias somos desafiados pela lógica do mundo,
no sentido de alicerçarmos a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da
ambição, dos bens materiais, da moda, do “politicamente correcto”; e todos os
dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores
do amor, do serviço simples e humilde, da partilha com os irmãos, da
simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho… É inútil esconder a
cabeça na areia: estes dois modelos de existência nem sempre podem coexistir e,
frequentemente, excluem-se um ao outro. Temos de fazer a nossa escolha, sabendo
que ela terá consequências no nosso estilo de vida, na forma como nos
relacionamos com os irmãos, na forma como o mundo nos vê e, naturalmente, na
satisfação da nossa fome de felicidade e de vida plena. Não podemos tentar
agradar a Deus e ao diabo e viver uma vida “morna” e sem exigências, procurando
conciliar o inconciliável. A questão é esta: estamos ou não dispostos a aderir
a Jesus e a segui-l’O no caminho do amor e do dom da vida?
¨ Os “muitos
discípulos” de que fala o texto que nos é proposto não tiveram a coragem para
aceitar a proposta de Jesus. Amarrados aos seus sonhos de riqueza fácil, de
ambição, de poder e de glória, não estavam dispostos a trilhar um caminho de
doação total de si mesmos em benefício dos irmãos. Este grupo representa esses
“discípulos” de Jesus demasiado comprometidos com os valores do mundo, que até
podem frequentar a comunidade cristã, mas que no dia a dia vivem obcecados com
a ampliação da sua conta bancária, com o êxito profissional a todo o custo, com
a pertença à elite que frequenta as festas sociais, com o aplauso da opinião
pública… Para estes, as palavras de Jesus “são palavras duras” e a sua proposta
de radicalidade é uma proposta inadmissível. Esta categoria de “discípulos” não
é tão rara como parece… Em diversos graus, todos nós sentimos, por vezes, a
tentação de atenuar a radicalidade da proposta de Jesus e de construir a nossa
vida com valores mais condizentes com uma visão “light” da existência. É
preciso estarmos continuamente numa atitude de vigilância sobre os valores que
nos norteiam, para não corrermos o risco de “virar as costas” à proposta de
Jesus.
¨ Os “Doze”
ficaram com Jesus, pois estavam convictos de que só Ele tem “palavras que
comunicam a vida definitiva”. Eles representam aqueles que não se conformam com
a banalidade de uma vida construída sobre valores efémeros e que querem ir mais
além; representam aqueles que não estão dispostos a gastar a sua vida em
caminhos que só conduzem à insatisfação e à frustração; representam aqueles que
não estão dispostos a conduzir a sua vida ao sabor da preguiça, do comodismo,
da instalação; representam aqueles que aderem sinceramente a Jesus, se
comprometem com o seu projecto, acolhem no coração a vida que Jesus lhes
oferece e se esforçam por viver em coerência com a opção por Jesus que fizeram
no dia do seu Baptismo. Atenção: esta opção pelo seguimento de Jesus precisa de
ser constantemente renovada e constantemente vigiada, a fim de que o nível da
coerência e da exigência se mantenha.
¨ Na cena que
o Evangelho de hoje nos traz, Jesus não parece estar tão preocupado com o
número de discípulos que continuarão a segui-l’O, quanto com o manter a verdade
e a coerência do seu projecto. Ele não faz cedências fáceis para ter êxito e
para captar a benevolência e os aplausos das multidões, pois o Reino de Deus
não é um concurso de popularidade… Não adianta escamotear a verdade: o
Evangelho que Jesus veio propor conduz à vida plena, mas por um caminho que é
de radicalidade e de exigência. Muitas vezes tentamos “suavizar” as exigências
do Evangelho, a fim de que ele seja mais facilmente aceite pelos homens do
nosso tempo… Temos de ter cuidado para não desvirtuarmos a proposta de Jesus e
para não despojarmos o Evangelho daquilo que ele tem de verdadeiramente
transformador. O que deve preocupar-nos não é tanto o número de pessoas que vão
à Igreja; mas é, sobretudo, o grau de radicalidade com que vivemos e testemunhamos
no mundo a proposta de Jesus.
¨ Um dos
elementos que aparece nitidamente no nosso texto é a serenidade com que Jesus
encara o “não” de alguns discípulos ao projecto que Ele veio propor. Diante
desse “não”, Jesus não força as coisas, não protesta, não ameaça, mas respeita
absolutamente a liberdade de escolha dos seus discípulos. Jesus mostra, neste
episódio, o respeito de Deus pelas decisões (mesmo erradas) do homem, pelas
dificuldades que o homem sente em comprometer-se, pelos caminhos diferentes que
o homem escolhe seguir. O nosso Deus é um Deus que respeita o homem, que o
trata como adulto, que aceita que ele exerça o seu direito à liberdade. Por
outro lado, um Deus tão compreensivo e tolerante convida-nos a dar mostras de
misericórdia, de respeito e de compreensão para com os irmãos que seguem
caminhos diferentes, que fazem opções diferentes, que conduzem a sua vida de
acordo com valores e critérios diferentes dos nossos. Essa “divergência” de
perspectivas e de caminhos não pode, em nenhuma circunstância, afastar-nos do
irmão ou servir de pretexto para o marginalizarmos e para o excluirmos do nosso
convívio.
ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA
MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 21º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária
da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para
viver em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE
EVANGELHO.
Não há dúvida que Pedro não tinha compreendido todas as palavras de Jesus sobre
o Pão da Vida, mas, um dia, ele tinha deixado tudo para seguir este Mestre que
falava e agia com autoridade. Ele tinha-Lhe dado toda a sua confiança sem
reservas: as suas palavras eram palavras de vida, os seus gestos eram gestos de
vida. Então porque não aceitar que toda a sua pessoa fosse doadora de vida
eterna? Pedro não se vê, pois, a deixar Aquele que promete a vida em nome de
Deus. Imagina-se o sofrimento de Jesus ao ver alguns dos seus discípulos
deixarem de O seguir. Mas imagina-se também a sua alegria diante da confiança
daqueles que não O deixarão, mesmo se vierem a conhecer abandono momentâneo,
negação, dúvida… Estamos prontos a fazer o acto de fé de Pedro: “Senhor, para
quem iremos nós?” Em Cristo, e somente n’Ele, nunca ficaremos decepcionados!
3. À ESCUTA DA
PALAVRA.
O escândalo não tardou em rebentar! “Estas palavras são duras. Quem pode
escutá-las?” Desta vez, não são os escribas e os fariseus que se opõem
violentamente a Jesus, mas a maior parte dos seus discípulos. No lugar de
Jesus, teríamos, sem dúvida, tentado acalmar os espíritos dizendo, por exemplo,
que comer o seu corpo, beber o seu sangue para ter a vida eterna, era uma
imagem, certamente chocante, mas apenas uma imagem! Nada disso com Jesus! Ele
não apenas não retira nenhuma das suas palavras, mas provoca os Doze: “Também
vós quereis ir embora?” Ele aceitaria antes ver partir os seus discípulos mais
próximos do que negar uma só das suas palavras! O desafio era capital,
incontornável. Não podemos apagar estas palavras se queremos ser seus
discípulos. Tudo à luz do acontecimento central da Morte e Ressurreição,
celebrado na Eucaristia! Isso exige uma dupla atitude para entrarmos no
mistério da Eucaristia: Reconhecemos verdadeiramente neste homem, Jesus de
Nazaré, o Filho de Maria, o verdadeiro Filho único de Deus, nascido do Pai
antes de todos os séculos, como dizemos no Credo? Cremos verdadeiramente que
Jesus ressuscitou e é verdadeiramente vencedor da morte? Aí está o centro da
nossa fé, onde tudo se decide! Quando comungamos o corpo e o sangue de Cristo,
dizemos: “Ámen! Adiro a esta presença de Jesus ressuscitado com todas as fibras
do meu ser!” Uma fé celebrada na Eucaristia a marcar toda a nossa existência…
Não há meios-termos!
4. PARA A SEMANA
QUE SE SEGUE…
Qual é a minha fé? Cada um de nós pode interrogar-se: posso sinceramente dizer
a minha fé com as palavras de Pedro? Se sim, terei, nos próximos dias, a força
de a testemunhar junto de uma pessoa que duvida, que procura, ou que contesta a
fé cristã? Quais são os meios que tenho para alimentar a minha fé?
FONTE:
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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